SOBRE O AMOR PRÓPRIO


Somos especialistas a construir muros. Entre nós e os outros. Entre nós próprios. Divisão, só sabemos ser divisão. 
Vivemos num mundo duro. Somos forçados a enfrentá-lo ou a desistir e a sair deste mundo como almas livres que somos. Mas se por cá queremos continuar, a vida exige de nós resistência. Ou alguns de nós, cobardes, limitamo-nos a baixar a cabeça (e os braços) e a viver cabisbaixos. Vislumbramos uma visão do futuro e só vemos escuridão. Não sabemos viver senão afundados no pessimismo.
Felizmente, para mim a única opção é, pelo menos, tentar ser feliz. Quando não consigo, transformo-me num poço de frustração e desgosto, mas não sei ser menos intensa que isto.
Há lições que vamos aprendendo. A vida encarrega-se de nos ensinar. 
Hoje, falo-vos do que aprendi e do quão amor próprio é importante. Num mundo onde estamos fundamentalmente sozinhos - na verdade, somos um sortudos nesse aspecto -, existe uma exigência para nos erguermos como seres independentes, autónomos e fortes. Independentes e autónomos somos - quase - todos. Mas fortes somos cada vez menos.
A força vem de nós. Sabem, aprendi com uma série pela qual tenho um carinho muito especial que devemos usar aquilo que somos como uma armadura e assim, nada pode ser usado contra nós.
E a verdade é que, nos 20s, já estamos muito formatados para aquilo que vamos ser daqui para a frente. Já sabemos, com pouca certeza, aquilo que somos. Já nós conhecemos, possivelmente já tentámos mudar várias coisas que considerávamos defeitos. Por agora, já sabemos que há defeitos nossos que vieram por ficar e que podemos aprender a lidar com eles da melhor forma. Mas dificilmente mudamos daqui a frente. Cada vez mais casmurros, cada vez mais teimosos. Cada vez mais próximos daquilo que realmente somos. 
E por isso eu sugiro que gostem de vocês. Porque é importante. Porque traz tantas coisas boas com isso. Traz crescimento pessoal, traz melhores relações com os outros. Traz uma forma diferente de estar no mundo e de encarar as coisas.
Parece uma loucura, não é? Mas é possível. Gostem de vocês, aceitem aquilo que não conseguem mudar e mudem algumas coisas com que ainda não estão satisfeitos e que estão ao vosso alcance de mudar. É um processo longo mas é o que mais vale a pena. 

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